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Economia

Com inadimplência, Caixa eleva proteção

POSTADA EM: 24/11/2015  |  POR: (Folhapresss)

Foto: Shana Reis/Gerj

 

A inadimplência na carteira de crédito comercial da Caixa Econômica Federal, que exclui o segmento imobiliário, foi de 6,3% no terceiro trimestre de 2015, mais que o dobro do que era visto há três anos e acima da média do mercado, de 4,9%. No mesmo período do ano passado, ela era de 4,7%.
No segmento imobiliário, que tradicionalmente tem porcentual menor de atrasos, as dívidas vencidas voltaram a superar 2%, o que não acontecia desde meados de 2008.
O banco divulgou na última sexta-feira seu balanço trimestral, no qual informou alta de 23% na provisão contra calotes em relação ao terceiro trimestre de 2014. O valor alcançou R$ 32 bilhões. A despesa com essa reserva cresceu 87% no período.
O lucro da instituição estatal cresceu 60% na mesma comparação, para R$ 3 bilhões. O resultado se deve, praticamente, a ganho com créditos tributários.
A receita com intermediação financeira caiu 7,3%, pois o aumento no custo de captação de recursos e na despesa com calotes superou o ganho maior com crédito e operações com títulos.
“Fizemos uma provisão complementar em razão do cenário econômico de incerteza”, afirmou o vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival.
Segundo Percival, a inadimplência se deu, principalmente, no capital de giro para empresas de menor porte e, para a pessoa física, em modalidades como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

Habitação

A instituição projeta fechar o ano com crescimento de 12,5% na sua carteira de crédito, abaixo dos 15,5% verificados nos nove primeiros meses do ano. Na carteira comercial, o aumento foi de 5,7%.
Para 2016, o banco espera repetir o desempenho na carteira comercial e ter uma pequena alta na liberação de recursos para a habitação, o que vai depender do sucesso da nova fase do Programa Minha Casa, Minha Vida.
O diretor de Habitação da Caixa, Teotonio Rezende, disse que as medidas anunciadas em maio pelo Banco Central para liberar recursos para a habitação permitirão ao banco elevar em R$ 10,2 bilhões suas operações. Cerca de metade desse valor já foi liberada, e o restante deve ser contratada até janeiro ou fevereiro de 2016.
“Estamos mantendo nossa estratégia, focando prioritariamente em habitação social. No SBPE (crédito com subsídio da poupança), priorizamos imóveis novos, mantendo a restrição aos usados”, afirmou Rezende.

 

Caixa espera aumento na liberação de recursos para o Minha Casa, Minha Vida (foto)

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