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Cariocas alugam próprias casas a turistas

POSTADA EM: 27/07/2016  |  POR: Agência Brasil
Vista para a praia é chamariz para aluguel durante Olimpíada

A possibilidade de faturar uma renda extra durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 encorajou milhares de cariocas e moradores da capital fluminense a alugar as próprias casas para turistas. Parceira oficial do Comitê Organizador Rio 2016, a plataforma internacional de aluguéis por temporada Airbnb dobrou a oferta de anúncios em um ano e confirma mais de 55 mil reservas durante o megaevento a um preço médio de R$ 578 por noite. Considerando que cada reserva acomoda em média três pessoas, o preço médio do aluguel por noite e por pessoa é de cerca de R$ 193.
As reservas, com média de seis dias de duração, estão distribuídas em 54 bairros da cidade, e os locais mais procurados são Copacabana, Ipanema, Barra da Tijuca, Leblon e Botafogo. Também há reservas em bairros fora do eixo tradicional turístico, como Méier, Del Castilho e Marechal Hermes.
O diretor-geral do Airbnb no Brasil, Leonardo Tristão, conta que no ano passado, a renda média de um anfitrião no Rio de Janeiro foi R$ 6,7 mil e que o impacto econômico para a cidade chegou a R$ 530 milhões, considerando os valores dos aluguéis e os gastos dos hóspedes na cidade. Com mais de 38 mil anúncios, a cidade se tornou o quarto maior mercado da plataforma, atrás de Nova York, Londres e Paris. De acordo com a empresa, 51% dos clientes que fizeram reservas para os Jogos Olímpicos são estrangeiros, de mais de 110 países, sobretudo, norte-americanos, argentinos, ingleses, franceses e australianos.

Comparação

De acordo com o Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais do Rio de Janeiro (Secovi-RJ), os preços das diárias de apartamentos de dois quartos nas três principais regiões onde haverá competições não variaram muito em comparação com as datas festivas, como réveillon e carnaval.
O vice-presidente do sindicato, Leonardo Schneider, explicou que a crise econômica e o aumento da oferta pode explicar o mercado mais morno este ano do que em comparação com a Copa do Mundo. “O preço não decolou como se imaginava, pois temos hoje bem mais oferta. Muitas famílias estão saindo de casa durante o período para fazer uma renda extra. A realidade do País mudou e algumas pessoas querem aproveitar essa oportunidade.”

 

Fotos: Tomaz Silva/Agência Brasil

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