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Economia

IGP-M, índice usado na correção de aluguel, perde força em maio

A taxa de maio é superior a de igual mês do ano passado, que era -0,13%

POSTADA EM: 28/05/2015  |  POR: Agência Brasil

O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) ficou em 0,41% em maio, apresentando queda em relação a abril quando o índice foi 1,17%. A taxa de maio é superior a de igual mês do ano passado, que era -0,13%. No acumulado de 12 meses, a variação, que serve de base de cálculo para a correção da maioria dos contratos de aluguel, o IGP-M ganhou força e chegou a 4,11%.
 
O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) refere-se à média de preços coletados entre os dias 21 de abril e 20 de maio. Todos os componentes tiveram redução no ritmo de alta de abril para maio. No acumulado de 12 meses, a maior pressão continua a ser constatada no Índice de Preços ao Consumidor (IPC) com aumento de 8,31%. Entre os grupos analisados, o de habitação lidera nos aumentos com 12,03% sobre uma alta anterior de 12%.
 
Comparado ao resultado obtido em abril em um acumulado de um ano, o IPC permaneceu estável, enquanto no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), a taxa passou de 1,36% para 2,33%. Na passagem de abril para maio, este componente caiu de 1,41% para 0,3%.
 
Entre os itens, destacam-se os preços das commodities, que são produtos primários com cotação no mercado internacional. Entre eles estão a soja, com queda de 2,43% para -4,07%; o milho que caiu de -0,10% para -7,46%, e o café que também caiu de 3,59% para -3,48%.
 
Essas retrações só não tiveram maior impacto porque, no mesmo período ocorreram elevações do algodão em caroço, de 0,04% para 11,53%; do minério de ferro, de 2,05% para 4,16%, e do leite in natura, de 3,40% para 3,83%.
 

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) foi 0,45%, em maio, ante 0,65%, em abril. No acumulado em 12 meses, ocorreu queda, de 6,94% para 5,97%. Em um ano, o custo da construção indica elevação dos preços dos materiais, equipamentos e serviços, de 4,79% para 5,97% e na mão de obra, de 5,94% para 8%.

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