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Decoração

A beleza do verde

Jardins de inverno podem ser explorados em vários cômodos, mas precisam de iluminação

POSTADA EM: 02/06/2015  |  POR: Natalia Gatto Pracucho

Varanda ou sala com paredes de vidro, orientada de modo a absorver grandes quantidades de luz solar. Esta é a definição para o jardim de inverno, segundo o “Dicionário Visual de Arquitetura”. O espaço foi, originalmente, criado para recreação e cultivo de plantas durante o período mais frio do ano.


No Brasil, no entanto, o termo foi propagado e usado para qualquer jardim interno da casa. Tanto é que se tornaram comuns os termos jardim de verão, para espaços com luz direta do sol na maior parte do tempo, e jardim de inverno, quando a luz é indireta.


Seja de inverno ou verão, a regra é clara: é necessária luz – porque as plantas necessitam fazer fotossíntese. O jardim não precisa, necessariamente, ser coberto, mas cobertura retrátil, teto de vidro ou claraboia são ideais para garantir a ventilação do espaço. Se a iluminação for natural e direta, o sol da manhã é sempre mais atrativo. Para iluminação artificial, as arandelas e espetos de luz nos canteiros criam efeitos interessantes por ser flexíveis e poder ser direcionados para as plantas.


Caso o espaço sirva para ventilação de outros cômodos, a área tem de ter ao menos 6 metros quadrados. A arquiteta e urbanista de Jaú Roberta Minarelli Polonio João Pedro explica que o jardim pode ser explorado em vários cômodos: sala, dormitórios, escritório, etc.


“Havendo espaço suficiente, pode-se utilizar canteiros diretamente no chão. Caso contrário, explorar as paredes é uma ótima alternativa, com floreiras e canteiros verticais. Para compor o ambiente e torná-lo um espaço de estar, móveis específicos para área externa, resistentes a sol e chuva, são os mais adequados.”


Os móveis fazem parte da decoração do ambiente, podendo ser rústicos ou modernos – a depender do estilo de cada pessoa. Atualmente há uma série de elementos decorativos, como vasos de concreto, de vidro, lareiras ecológicas, fontes de água e miniesculturas. Pequenas pedras decorativas ajudam a dar um toque natural e acabamentos com madeira e pedras tornam o ambiente mais aconchegante.

Atérmicos

A empresária e paisagista Andréa Bettamio indica pisos e revestimentos atérmicos para jardins de inverno com luz solar. A principal característica dos atérmicos é proporcionar conforto independentemente da temperatura. “Eles não esquentam com o sol, então, as pessoas podem pisar com tranquilidade, e não escorregam.”


Materiais recicláveis, segundo a paisagista, estão em alta para a decoração destes ambientes. Os dormentes de madeira são retirados de linhas ferroviárias e reaproveitados no mercado de decoração, bem como as paletas – estrado de madeira usado como caixas de mercado e feiras.


“Um jardim pronto de 5 metros quadrados pode custar de R$ 1 mil a R$ 4 mil, por exemplo. Mas esse valor é bastante subjetivo”, diz Andréa.

Cuidados são necessários

Depois de pronto, o jardim de inverno necessita de muitos cuidados para que esteja sempre exuberante. Ele deverá ter uma boa drenagem e uma terra livre de pragas. Instalar uma torneira próximo ao espaço facilita a manutenção e limpeza do jardim.


Para a manutenção, a paisagista Rejane Heiden aconselha arrancar as folhas velhas e limpar com pano úmido as demais quando for necessária a retirada de pó. “Esteja atento a pragas e, se ocorrer, retire uma folha e leve a alguma loja especializada para ver o melhor tratamento.” Produtos naturais, como sulfato de cobre para fungos e doenças, e calda bordalesa para os insetos são os mais indicados.


Para cochonilhas, óleo vegetal próprio para as plantas é adequado. “Uma boa adubação com adubo de cogumelos, húmus de minhoca, entre outros, a cada seis meses, e um complemento de adubo líquido a cada 15 ou 30 dias, conforme determinação de cada fornecedor ou especialista, são ideais para manter o jardim bonito e sadio”, diz Rejane.

De olho nas plantas

A escolha da vegetação do jardim de inverno depende da luminosidade e da capacidade de adaptação aos ambientes internos. O gosto pessoal também deve ser levado em consideração.


Entre as plantas, a samambaia, a palmeira-ráfia, a palmeira-camedória, a lança-de-são-jorge e o minicacto são ótimas opções. Já entre as flores, a begônia e o antúrio são espécies que vivem bem em locais fechados.


A paisagista Rejane Heiden ainda recomenda pacová, zamioculca, raphis excelsa, pleomele verde, yuccas, bromélias e orquídeas, entre outras, para o jardim onde há luz indireta. A bromélia, por exemplo, é indicada para este ambiente para que não acumule água e prolifere o mosquito transmissor da dengue, devendo ser aguada somente na terra.


“Para um jardim onde bate luz do sol em pelo menos um horário do dia, o indicado são pleomele variegata, cica revoluta, romãs, pandanus utilis, ervas e chás, entre outras”, diz Rejane.


Além de esteticamente bonita, a vegetação do jardim de inverno deve ser escolhida pela funcionalidade. Essa é a proposta da empresária e paisagista Andréa Bettamio. “O jardim não é só visual, mas também é textura e cheiro. Todas as plantas geram energia e, por isso, as pessoas devem entender sua função.”


A arruda, por exemplo, além de limpar a aura, possui energia sexual. O alecrim é a planta da alegria e ajuda na depressão. O girassol simboliza a busca da consciência interior e do equilíbrio. As impatiens são indicadas para pessoas que não conseguem expor suas emoções e os lírios ajudam aqueles que sofrem com a timidez.

 

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