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Arquiteta paraibana faz seu debut na Casa Cor SP com espaço em homenagem ao artista José Rufino

POSTADA EM: 14/06/2017  |  POR: (Da redação)
Espaço tem plantas raras, móveis e objetos de design especial, rochas, estruturas metálicas e texturas

Fotos: Divulgação

Em celebração aos seus 30 anos de arquitetura, a paraibana Sandra Moura assina pela primeira vez um espaço na Casa Cor São Paulo, que acontece até 23 de julho. Para criar uma atmosfera que envolve arquitetura, design e botânica, a profissional desenvolveu um espaço de 100m² de atravessamentos conceituais, onde os três elementos se unem para criar um lugar de habitação com arte. O Estúdio do Artista foi criado em homenagem ao artista plástico paraibano José Rufino, conhecido por suas obras com temas memorialísticos, sociais e políticos e une o regionalismo com contemporaneidade, num espaço atemporal.
Tomando como mote as características da vida e obra de Rufino, Sandra mergulhou em pesquisas de materiais específicos: plantas raras, móveis e objetos de design especial, rochas, estruturas metálicas e texturas. “O estúdio é uma residência artística, uma casa fora de casa, um módulo avançado para viver e soltar o pensamento criativo”, afirma a arquiteta. Assim, seguindo pistas apontadas pela formação original do artista, geólogo com doutorado em paleontologia, a profissional escolheu o quartzito Gabana Gray, uma pedra cheia de fósseis de centenas de milhões de anos que tem uma cor única, verde acinzentada que reveste parte do espaço.
Para compor o ambiente, Sandra desenvolveu com a Cerâmica Elizabeth, um parquet cimentício que convive em harmonia com os veios e fósseis do quartzito polido, propondo um contato entre o simples e o sofisticado, uma alusão aos ornamentos barrocos do Nordeste, onde ouro e cal são misturados na arquitetura.

Estrutura metálica

O elemento de design mais simbólico no estúdio é a grande estrutura metálica e vazada que a arquiteta desenhou para percorrer todo o espaço. Híbrido de esqueleto de coluna e viga, o elemento se transforma em estante, vitrine ou cabide, passando pelo hall, copa, quarto e reaparecendo no terraço. Essa peça acomoda parte das coleções de estranhezas de Rufino, vindas do ateliê do artista, livros, obras de arte de sua autoria e plantas raras, em vasos ou em terrários.
As plantas, uma das maiores paixões de Rufino, foram cuidadosamente pesquisadas pela arquiteta, com o suporte do homenageado e da equipe da Acta Botânica, responsável pelas buscas e trato de cada espécie rara. Na área externa, destaque para o sofá que se compõe de várias formas, design de Alain Blatché para Saccaro.
Em uma das paredes, um enorme painel fotográfico, de 7m x 2,50m, rompe os limites do estúdio, transportando o olhar diretamente para o que se vê do ateliê paraibano de Rufino, uma reserva de Mata Atlântica. A mata trazida de lá, por meio de uma simples fotografia, cria um jogo de transmutação de lugares, um tipo de mágico que testemunha que arquitetura e arte, quando unidas, provocam sonhos.
A Casa Cor SP está aberta de terça-feira a domingo, das 12h às 21h, no Jockey Club de São Paulo, situado na Avenida Lineu de Paula Machado, 1.075. Os ingressos custam R$ 56 (de terça a quinta-feira) e R$ 70 (sexta, sábado e domingo). Mais informações: www.casacor.com.

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