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Sete itens para ficar atento quando for alugar um imóvel

POSTADA EM: 20/09/2017  |  POR: (Da redação)
Locador e locatário precisam prestar atenção ao assinar contrato

Foto: Divulgação

Com o momento econômico e incerto do País, muitas pessoas possuem receio na hora de investir em um imóvel. Por isso, a saída para a maioria é o aluguel de um apartamento ou casa. Mas, na hora de fechar o contrato, o consumidor deve ficar atento em sete detalhes para não sofrer mais tarde. A advogada Katia Antunes, especialista em imobiliário, explica quais os itens primordiais em contrato de locação.
As locações são regidas por norma específica: Lei nº 8.245 de 1991, chamada lei do inquilinato. Saiba as principais características desse tipo de contrato.

Benfeitorias – reparos e melhorias no imóvel
Afinal, de quem é a obrigação de pagar os reparos no imóvel locado? Determina a lei que cabe ao locador disponibilizar o imóvel em condições de uso, bem como se responsabilizar pelos vícios e defeitos anteriores à locação. Ao locatário cabe reparar os danos a que tiver dado causa. Para que não haja divergências quanto a esses itens, é fundamental que se faça a vistoria do imóvel na entrada e na saída do locatário, com acompanhamento do locador e fiador.

Prazo
É muito comum os contratos terem prazo de 30 meses, porém, é mera prática de mercado. Não há prazo mínimo ou máximo determinado por lei. Para contratos com prazo superior a dez anos, todavia, o cônjuge do locador deve assinar o contrato também.

Rescisão antecipada
A lei permite ao locatário deixar o imóvel antecipadamente ao término do prazo de locação. Mas nessa hipótese, pode-se prever uma multa a ser paga ao locatário, devida proporcionalmente ao período ocupado. Na ausência de tal estipulação contratual, a multa deverá ser determinada judicialmente. A lei prevê como exceção à obrigação de pagar multa caso o locatário seja transferido para trabalhar em outra localidade.

Venda do imóvel
Um imóvel alugado pode ser vendido, mas o locador deve dar direito de preferência na compra ao locatário, nas mesmas condições oferecidas a terceiro. Exceto nas hipóteses previstas em lei, caso o locatário não se interesse pela compra, deverá deixar o imóvel em 90 dias, se assim requerido pelo locador.

Reajuste, multas e encargos
O reajuste mínimo obrigatório dos contratos de locação é de um ano, sendo nula qualquer disposição em contrário nos contratos. Porém, o reajuste não pode ser vinculado à variação do salário mínimo, variação cambial ou moeda estrangeira.Em caso de atraso no pagamento do aluguel, a lei do inquilinato permite a cobrança de multa de 10% sobre o valor da dívida, acrescido de 1% de juros de mora ao mês.

Despejo
Na hipótese de não pagamento do aluguel e demais encargos (IPTU, condomínio, etc.), o locador pode exigir a desocupação imediata do imóvel pelo locatário. A medida judicial cabível para garantir que o locatário saia do imóvel é a ação de despejo, que não exige prazo mínimo de inadimplência para ser interposta.

Garantias
É facultado ao locador exigir do locatário garantia que vise assegurar o pagamento do aluguel e demais obrigações contratuais do locatário, como IPTU e condomínio. A lei do inquilinato prevê como possibilidades de garantias: caução; fiança; seguro de fiança locatícia; cessão fiduciária de quotas de fundo de investimento.

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