Publicidade

Novidades

Prédio raro onde morou regente Feijó fica esquecido na capital

POSTADA EM: 06/12/2017  |  POR: (Folhapress)

São Paulo tem apenas um punhado de construções anteriores ao século 20. Do século 18, então, quase nada. Mas o Sítio do Capão, construção já registrada no século 17 (em 1698), é quase um anônimo na cidade. Cercado de terrenos vazios e até de uma área de 35 mil m² entregue à prefeitura em 2003, está ocioso há décadas.
Ali, entre paredes de taipa de pilão, morou entre 1827 e 1841 o regente Diogo Antônio Feijó (1784-1843). Sacerdote, professor de filosofia, deputado nas Cortes de Lisboa (representando São Paulo) e ministro da Justiça, o padre Feijó presidiu por dois anos o Brasil (de 1835 a 1837), quando o então imperador Pedro 2º ainda era uma criança.
Em 1911, o sítio foi comprado pela filantropa Anália Franco (1853-1919). Professora e jornalista, ela abriu 70 escolas no Estado e 20 creches, além de escolas técnicas para mulheres e o Liceu Feminino.
Seu internato funcionou ali por 70 anos. Parte da vasta propriedade foi sendo vendida nesse período - e assim surgiu o conhecido Jardim Anália Franco, no Tatuapé.
Desde 1981, quando a Associação Anália Franco se mudou para a cidade de Itapetininga (interior de São Paulo), o prédio não tem uso contínuo.
O terreno que tinha permanecido nas mãos da instituição foi vendido logo depois e desmembrado em 2003 para vários novos proprietários.
Um longo restauro na construção principal foi feito entre 1999 e 2003 pelo escritório do arquiteto Samuel Kruchin. A taipa estava se desfazendo pela chuva, o entelhamento já tinha várias lacunas e a madeira, da estrutura ao piso, sofria com o apodrecimento. Obras dos anos 1960 que haviam descaracterizado parte do imóvel foram revertidas.
Kruchin, que já restaurou da Bolsa do Café em Santos, no litoral sul paulista, ao Palácio de Justiça, na praça da Sé, também fez um plano diretor, sugerindo os novos usos para a área.

Doação

Seguindo os planos de Kruchin, um terreno vizinho virou o campus Anália Franco da Universidade Cruzeiro do Sul. Outra área abriga um supermercado e também uma academia de ginástica. Empreendimentos imobiliários não saíram do papel.
Outros terrenos empacaram. A construção tombada, raro exemplar da arquitetura da época dos bandeirantes, fica no meio deles, fechada desde então, apesar de bem preservada pelos proprietários.

Publicidade

Pesquisa avançada

FINANCIAMENTO

SIMULAÇÃO CAIXA FEDERAL

MINHA CASA MINHA VIDA

OUTROS TIPOS DE FINANCIAMENTOS

CORRETORES CADASTRADOS

DICAS

CONTATO

COMERCIAL

REDAÇÃO