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Litoral sul tem aluguel mais barato para férias na praia

POSTADA EM: 30/11/-0001  |  POR: Folhapress
Vista de Caraguatatuba, São Sebastião e parte de Ilhabela

Ainda dá tempo de planejar um período de férias de janeiro no litoral paulista, mas o consumidor pode ter de arcar com preços mais salgados do que em 2017.
A diária de aluguel por temporada de uma casa com dois quartos no chamado litoral central - Guarujá, Santos e São Vicente - está, em média, 195% mais alta, aponta o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP).
É a maior variação apurada no levantamento, feito pela instituição com 34 imobiliárias em 12 cidades litorâneas. A diária passou de R$ 316 para R$ 933. O aluguel para apartamentos de dois quartos na região também subiu, de R$ 206 para R$ 410, alta de 99%.
Dos 22 tipos de imóveis disponíveis para locação no período, dez estão mais caros do que na mesma época do ano passado.
O litoral central reúne ainda a maior diária: R$ 2 mil por um apartamento de quatro dormitórios. O valor é 116% superior aos R$ 925 cobrados em 2017.
Quem quiser preços mais em conta deve se deslocar para o litoral sul (Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe). A pesquisa aponta que apartamentos e casas de todos os tamanhos são alugados em cidades da região por preços menores do que no litoral central e norte (Caraguatatuba, Ubatuba, Ilhabela, São Sebastião, Bertioga).
Procurado por famílias mais numerosas, os apartamentos de três dormitórios no sul são ofertados, em média, por R$ 450 ao dia. No litoral central, esse valor sobe para R$ 550 e chega a R$ 737 no norte.
O aluguel que mais baixou (-58%) também foi no litoral sul. Casas de quatro dormitórios passaram de R$ 2.066 para R$ 870.
“Entre extremos, há opções para todos os bolsos”, afirma o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto.
Imóveis de um dormitório, no entanto, estão mais escassos neste ano. Há apartamentos desse tipo disponíveis no litoral sul (R$ 230/dia) e norte (R$ 250/dia). Casas desse padrão, só no norte, onde a diária sai por R$ 313 em média.

Atenção

Alugar por um preço menor nem sempre significa fazer o melhor negócio, muito menos o mais seguro.
O presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto, chama a atenção para um golpe que cresce nessa época, o do “imóvel-fantasma”: a unidade anunciada não pertence, na prática, a quem está alugando ou intermediando a locação. O resultado é que o inquilino pode chegar no endereço e o imóvel não existir, não ser disponível para locação ou já estar ocupado.
“Os golpistas publicam anúncios em grandes sites e jornais de imóveis com preços tentadores e simulam fazer toda uma transação legal de locação para sumir após o primeiro pagamento”, diz Viana Neto.
Por isso, ele alerta que os futuros locatários “nunca devem depositar nenhuma quantia em dinheiro ou assinar contratos sem checar a veracidade das informações.”

 

Foto: Gianne D´Angelo/PMC/Fotos Públicas

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