Publicidade

Novidades

Projetos - Energia renovável

Energia solar fotovoltaica é uma tendência mundial, se adapta em qualquer tipo de imóvel e aparece como alternativa viável para quem quer fugir de aumentos na conta de energia elétrica. Júnior Campos Prado entrevista o engenheiro de Projetos de Energia Re

POSTADA EM: 17/01/2018  |  POR:

Divulgação

 

Investir em energia solar fotovoltaica pode ser um bom negócio para os que estão construindo ou já têm um imóvel residencial, comercial ou industrial.
Com este sistema, o consumidor fica protegido dos aumentos nas tarifas de energia elétrica e dos possíveis racionamentos. A energia solar fotovoltaica é aquela na qual a irradiação solar é transformada diretamente em energia elétrica, diferente da energia solar térmica (utilizada no aquecimento de água de chuveiros ou piscinas).
O sistema fotovoltaico consiste basicamente na instalação de painéis ou módulos solares sobre o telhado do imóvel, conectados entre si, e ligados a um inversor que tem o papel de transformar a corrente elétrica contínua, gerada pela energia solar, em corrente elétrica alternada. Assim, não há alterações na instalação do imóvel e todos os equipamentos elétricos são usados normalmente.
“As pessoas têm uma falsa ideia de que é um investimento caro, mas não é bem assim. O crescimento da utilização da energia solar no mundo é exponencial e o aumento na procura permitiu o barateamento dos painéis e inversores”, comenta o consultor de engenharia Luiz Fernando Camargo, que possui uma empresa do ramo em Jaú.
Até 2015, havia registro de aproximadamente 500 sistemas fotovoltaicos instalados no País. Ao final de 2017, este número saltou para mais de 20 mil.
Os equipamentos são praticamente todos importados, de acordo com Camargo, e os valores estão atrelados de uma forma ou de outra ao dólar. “80% do custo do sistema está no equipamento, que tem 25 anos de garantia”, diz.
O projeto deve ser desenvolvido por profissional habilitado e a instalação tem de obedecer a medidas de segurança. “O processo de instalação inclui a certificação do projeto junto à distribuidora de energia, que realiza uma vistoria no local.”
Camargo informa que o sistema pode ser instalado em qualquer tipo de imóvel, seja ele em construção, ou já pronto. “É muito importante haver um estudo do perfil do consumidor, verificar o gasto mensal, antes de se elaborar o projeto.”
O sistema fotovoltaico residencial permite que se produza parte ou toda a energia consumida na casa e assim o valor da conta de energia elétrica cai drasticamente. Para se calcular o tamanho de um sistema utiliza-se como base o consumo mensal de energia elétrica, a área disponível para receber as placas e a localização geográfica.
O excesso de eletricidade gerada pelo sistema fotovoltaico retorna para a rede elétrica por meio do Medidos (relógio de luz). Essa energia injetada na rede vira “créditos de energia” para que sejam utilizados durante a noite ou nos próximos dias.

Sustentabilidade
Para Jozrael Henriques Rezende, especialista em ecologia e recursos naturais, o que se percebe é uma mudança, de forma geral, na maneira de produção de energia.
“Os modelos convencionais, como a termoelétrica, usinas nucleares e até mesmo de grandes hidroelétricas, tendem a ser substituídas por sistemas de geração local, quer seja de energia hídrica – através de pequenas centrais hidroelétricas (PCH´s) - que são muito menos impactantes do que as grandes hidroelétricas, quer seja por parques eólicos – em regiões de ventos constantes, ou pela energia fotovoltaica, que é fantástica para um país tropical como o nosso”, diz.
Segundo ele, a fotovoltaica pode atender principalmente a demanda residencial, “onde o cidadão, aproveitando a cobertura da sua casa, tem a possibilidade de ser praticamente autossuficiente na geração de energia - durante o dia há a geração de energia e a maior parte dela é usada durante à noite, quando se verifica o maior consumo. ”
Desta maneira, de acordo com Rezende, a infraestrutura que se tem hoje ficaria disponível para atender os setores produtivos – o que diminuiria a pressão sobre a construção de novas hidroelétricas e seus impactos relacionados ao desmatamento, inundação de florestas, de terras indígenas, como vem ocorrendo com a construção da hidroelétrica de Belo Monte, no curso do Rio Xingu, por exemplo.
“A gente não pode repetir os modelos que já foram eficientes no passado, mas que hoje, com a evolução da tecnologia, esses modelos não são mais adequados. Se pensássemos na capacidade de geração de energia fotovoltaica na nossa região somada à cogeração que as usinas e o setor da cana de açúcar têm nós teríamos condições de sermos quase autossuficientes em relação a energia, pelo menos no uso residencial, comercial e institucional”, explica.
“Hoje este sistema é considerado caro, mas se houver política pública de financiamento, com prazo de carência, e que permita ao cidadão perceber que isso realmente é vantajoso, certamente isso vai crescer e estimular a economia, o desenvolvimento industrial deste setor, geração de emprego, e o barateamento dos painéis fotovoltaicos”, acredita.

O que é energia fotovoltaica?
A energia solar fotovoltaica é a eletricidade produzida a partir da radiação solar - ou seja, a luz do sol.  Pode ser gerada mesmo em dias nublados ou chuvosos, no entanto em menor intensidade.
Ela se diferencia da energia solar térmica pelo fato de ser diretamente convertida em eletricidade, por meio de módulos solares. A energia do calor do sol é transferida à água nos coletores solares para então ser utilizada em residências, hotéis e clubes, por exemplo.   
A manutenção dos módulos fotovoltaicos é simples, bastando uma limpeza anual com água e a vida útil considerada é longa (25 anos).
O sistema não ocupa espaço útil porque normalmente são instalados nos telhados das casas ou prédios, além de também poderem ser instalados em áreas de estacionamento, servindo como cobertura para automóveis.

Publicidade

Pesquisa avançada

FINANCIAMENTO

SIMULAÇÃO CAIXA FEDERAL

MINHA CASA MINHA VIDA

OUTROS TIPOS DE FINANCIAMENTOS

CORRETORES CADASTRADOS

DICAS

CONTATO

COMERCIAL

REDAÇÃO