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Projetos - Mercado imobiliário

Diversificação econômica é um dos fatores que tendem a alavancar o mercado imobiliário. Previsão é de melhora em meados deste ano. João Pacheco Amaral e Marcelo Campos Prado, empresários do ramo em Jaú, fazem bate-papo com Junior Campos Prado.

POSTADA EM: 24/01/2018  |  POR:

Indicadores econômicos apontaram que as vendas e aluguéis de imóveis diminuíram em quase todas as regiões do País, nos últimos anos. Porém, pesquisa realizada pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Comerciais de São Paulo (Secovi-SP) apontou o aumento de aproximadamente 32% na comercialização de imóveis na capital paulista, de janeiro a novembro do ano passado, em comparação ao mesmo período de 2016. Foram quase 18 mil imóveis em 2017 contra 14 mil em 2016. A previsão de melhora este ano é para o segundo semestre. 

Na opinião do empresário do ramo de imóveis, em Jaú, João Pacheco Amaral, o mercado imobiliário é o termômetro da economia. “Jaú sofreu com a crise calçadista recentemente, e a estimativa de desempregados foi de aproximadamente 15 mil pessoas. Quando a economia está em estado letárgico inibe o empresário a se arriscar. Isso acaba impactando na economia de várias maneiras, e em todos os setores.”

Segundo ele, o maior desafio para os novos empresários é ter proposta de investimento para que seja possível atender o maior número de classes sociais. “Isso começou a acontecer. Temos vários lançamentos de imóveis que atendem as classes A, B, C, D e E e empreendimentos voltados para financiamento próprio, parcelas a longo prazo e o Minha Casa Minha Vida.” 

Já no ano passado, de acordo com a pesquisa, começou a retomada porque houve diminuição de taxas de juros e inflação, crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), redução da taxa de desemprego, preços dos imóveis mais estabilizados e mudanças em regras de financiamento. Foi registrada melhora nos negócios do setor popular, mas os setores de médio e alto padrão ainda sentiram a crise.  

 

Aquecimento

Jaú é conhecida com uma das cidades com terrenos mais caros na região. “É difícil atribuir esta questão a uma só causa porque são muitas as variantes, mas é com essas novas moradias populares que podemos combater. É por meio do Plano Diretor que pode haver mudança.”

O empresário acredita que o mercado fique aquecido com o maior investimento na educação e na indústria. “Temos riquezas em Jaú. Temos a Fatec, a Fundação e a USP. Isso acaba aquecendo a cadeia toda, de imóveis, comércio, restaurantes, etc.”

Marcelo Campos Prado, também empresário do ramo imobiliário, é otimista em relação ao mercado. “Em 2017 a cidade de Jaú foi classificada em 98º, dentre os cem melhores municípios para investimento no Brasil.”

A diversificação da economia, antes dominada pelo setor calçadista, também é um dos fatores que permitem o desenvolvimento da cidade e, consequentemente, do mercado de imóveis. “A faculdade de medicina vindo a Jaú, metalúrgicas, além de outras indústrias, faz que Jaú retome o crescimento e com a tendência da economia de todo o Brasil. Nós, do ramo imobiliário, acabamos tendo uma visão de mercado e sentindo que a cidade está saindo da monoprodução do calçado, fator positivo.”

No ano passado, de acordo com Marcelo, as vendas diminuíram, mas a locação aumentou. “Se o País está inseguro economicamente, evidentemente, os negócios diminuem. O mercado de locação, porém, aumentou muito pelo aumento de oportunidades. Acredito que pelo fato de haver qualquer mobilidade econômica as pessoas aproveitam essa situação para ajustar os preços da nova economia de mercado.”

A qualificação do profissional do ramo imobiliário deve ser constante. “Hoje, estamos preparados para dar consultoria imobiliária para o cliente morar ou montar sua empresa no melhor local e preço possível. Este é o grande trabalho da imobiliária, adaptar o negócio ao local certo e ao contrato adequado. Isso evita problemas futuros e prejuízos ao proprietário e ao inquilino.”

Para a gerente de locação da Imobiliária Campos Prado, Eunice Bronze, não é só em tempo de crise que o cliente deve ficar atento às condições oferecidas pela imobiliária. “É importante o cliente conhecer a imobiliária, suas reais garantias e a forma de administração. Ouvimos muitas pessoas que procuram imóveis e fazem uma pesquisa para ver em qual cidade investir. Muitos escolhem Jaú, embora possam haver dificuldades aqui provocadas por dificuldades de alvarás e Lei de Zoneamento, as imobiliárias precisam ajudar na viabilização destes clientes.”

Com o objetivo de obter um banco de dados para atração de investimentos na cidade, a Secretaria de Desenvolvimento e Trabalho, da Prefeitura de Jaú, e a Escola Técnica Joaquim Ferreira do Amaral (Industrial) estudam a realização de um censo imobiliário no Município. A primeira reunião sobre o tema foi em agosto do ano passado.

 

Verticalização

Para João Pacheco, Jaú necessita de um nível de verticalização, ou seja, construção de edifícios. “Isso deveria ocorrer até para que as empresas, as grandes incorporadoras se vejam atraídas para investir em Jaú. Atualmente o nível de pisos que o Plano Diretor permite muitas vezes acaba se tornando um empecilho e acaba inviabilizando o investimento dessas incorporadoras. Isso gera deficit de moradia, sobretudo para as camadas mais populares”, comenta. 

Outro fator positivo da verticalização é proporcionar que o cidadão more perto do trabalho. “As maiores cidades do mundo se verticalizaram e isso melhora a qualidade de vida das pessoas. O cidadão passa menos tempo no trânsito, tem menos estresse e o Estado ganha com a facilidade da coleta de lixo, e ainda seria uma forma de deixar a cidade conceitualmente mais moderna.” 

         

Imóveis históricos

“A cidade tem grande número de imóveis que estão dentro do programa de patrimônio histórico. A posição das imobiliárias é tornar o imóvel útil. O imóvel fechado tem custos, pode servir de reduto de indigentes, se deteriora e vai contra o desenvolvimento comercial e a civilidade, logo, temos por obrigação atuar para que os imóveis tenham utilidades através de reformas, adaptações e intervenções com o setor público para que este tenha parcimônia, flexibilidades e descredenciamentos em alguns casos da lista de patrimônio histórico”, diz Marcelo. 

Para ele, que também é membro do Conselho do Desenvolvimento Econômico (formado por empresários de diversos ramos), o imóvel tem de ser adaptado para as condições atuais de uso, tanto para uso de moradia quanto para uso comércio, e estar dentro dos padrões de regularização exigidos atualmente. Isto pode ser possível, porém, em alguns casos com alto custo, inviabilizando para alguns proprietários. E as necessidades da linguagem do uso comercial ou de moradia atual inviabilizam qualquer reforma, como casas enormes com um só banheiro, sem garagens, sobreposta devido a porão, etc.

“Se formos muito rígidos em relação ao patrimônio, prejudicamos o desenvolvimento da cidade, e ser formos muito abertos, acabamos com a história.” Ele acrescenta que o conselho tem discutido a questão da utilização destes imóveis, para que possam agir com mais flexibilidade neste sentido.

Dentre os prédios históricos de Jaú estão várias casas e comércios particulares, a Estação do Som, o Colégio São Norberto, o museu municipal, a Igreja Matriz Nossa Senhora do Patrocínio; as escolas Major Prado e Dr. Pádua Salles foram tombadas pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), bem como a estação rodoviária. Atualmente Jaú possui mais de 400 imóveis históricos tombados, localizados principalmente na região central. (Colaborou Raquel Ferrari)

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