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Trabalhar em casa para otimizar o negócio

POSTADA EM: 10/10/2018  |  POR: (Agência Brasil)
A designer Júlia Martins compartilha o espaço da casa com ateliê e loja de roupas, em SP

Outros motivos que levam a pessoa a unir o empreendimento com o local onde reside pode ser também pela expansão do negócio, viabilizando, ao mesmo tempo, uma melhor qualidade de vida. Esse é o caso de Júlia Martins, 41 anos, que trabalha como designer de moda e vendedora em São Paulo. Para ela, além da questão de gasto com transporte, trabalhar em casa era também uma questão de otimização do negócio.

“Isso tem um custo, tem um tempo, São Paulo é uma cidade grande, então você demora muito tempo para se locomover. E ainda, além desse custo, para mim, é uma coisa que dificultava um pouco eu ter um lugar longe. Porque, se eu tenho uma ideia, na minha profissão, você tem que ir lá e já fazer aquilo rapidamente. Isso, para mim, otimizava muito o tempo e custo”, disse a designer de moda. 

Júlia decidiu procurar uma casa grande onde pudesse aliar a vontade de crescer a família e o negócio. Para otimizar a venda, outro ponto importante era a escolha do local, o que levou a designer de moda a deixar a região do Capão Redondo, zona sul paulistana, onde ela morava, e buscar uma casa na região central da cidade. O imóvel foi alugado no bairro Barra Funda, na zona oeste.

Ela fez um investimento de R$ 25 mil, com empréstimo de banco e ajuda de amigos, para adequar a casa para receber os clientes. Júlia conseguiu quitar a dívida em cinco anos de funcionamento do estabelecimento. Atualmente, ela não mora mais no local onde funciona a confecção e a loja de vestuários, mas mantém o ponto pelos clientes, além de servir como um espaço para produzir a mercadoria.

O especialista em empreendedorismo do Sebrae, Ênio Pinto, destaca que os investimentos para adequação do negócio em casa não devem pesar muito no orçamento inicial. “Não vale a pena investir muito porque quando você começa a operar dentro de casa, logo vai chegar o momento em que o negócio vai exigir que você saia”, apontou. Ele explica que, com uma maior profissionalização e com o crescimento do negócio, o espaço físico compartilhado pode limitar sua expansão.

 

Cuidados

 

No caso do advogado autônomo Gerson Clayton, 38 anos, dividir o espaço de trabalho com o ambiente familiar é possível, mas depende de certos cuidados. “Uma coisa que a gente tem sempre que tomar muito cuidado, é ter uma rotina para não se atrapalhar.” Ele é rigoroso inclusive na vestimenta quando está em horário de trabalho. “Quando dá o horário de atendimento, que se inicia às 9h, eu tenho que estar na minha sala. Tenho que estar vestido como advogado”, brinca.

Gerson montou o escritório em casa, no bairro do Bixiga, na região central, e decidiu que, após trabalhar muitos anos em escritórios de advocacia, precisava evoluir como profissional. “Até por uma questão de colocar mais as minhas próprias ideias, porque quando você trabalha em uma associação de advogados às vezes você diverge. Também tem a questão do próprio ganho, você acaba não dividindo tanto, então você acaba ganhando mais”, complementa.

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